ERCEs: A Força Técnica por Trás do Desenvolvimento Sustentável
Diante desse cenário, é fundamental que o Governo Federal reconheça o valor desses servidores na formulação e execução do Plano. Integrá-los desde o início nas discussões sobre a Estratégia Brasil 2050 garantirá maior coerência entre as propostas do Governo e a sua implementação prática. Além disso, é necessário lembrar que a transversalidade da atuação dos ERCEs os coloca como figuras chave em diversos ministérios e órgãos, especialmente nas áreas de desenvolvimento econômico e infraestrutura.
Assim, os negociadores da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), devem considerar que os ERCEs serão os principais executores dessa ambiciosa estratégia nacional. Eles possuem a qualificação (inclusive sob fiscalização dos conselhos de classe: CAUs, COFECON/CORECONs e CONFEA/CREAs) e o compromisso para enfrentar os desafios de longo prazo, mas para isso, precisam de uma estrutura de carreira condizente com suas responsabilidades.
É crucial que as carreiras dos servidores da ERCE sejam urgentemente reestruturadas, com uma tabela salarial compatível com suas qualificações e a relevância de suas funções para o desenvolvimento do país. O sucesso da Estratégia Brasil 2050 está intimamente ligado ao reconhecimento e à valorização desses profissionais. Caso contrário, correremos o risco de repetir os erros do passado, falhando em aproveitar mais uma oportunidade de planejar e realizar grandes empreendimentos governamentais.
Aos colegas da ERCE, dispersos pelos ministérios e órgãos federais, é o momento de se fazer ouvir. Durante o ciclo de consultas, é essencial destacar a importância de sua atuação, já que serão eles os responsáveis por “tirar do papel” esse ousado plano (como também de outros) ao longo das próximas décadas.
SERVIDORES DA ERCE, JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!