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FAQ | Transversalidade da ERCE exige uma nova carreira? Entenda o que realmente está em discussão

❓ FAQ — A transversalidade é possível se nossos cargos pertencem aos atuais Planos de Cargos?

Nossa lei atual não determina que os cargos pertencem aos respectivos Planos de Cargos dos órgãos? Como então a ERCE poderia tornar-se transversal?

Resposta

Sim e Não. Primeiramente, vamos ao “sim”.

Sim. A lei atual realmente limita essa movimentação. Hoje os cargos da ERCE permanecem vinculados aos respectivos quadro próprio dos órgãos, razão pela qual a movimentação ocorre apenas nas hipóteses previstas em legislação (cessão, requisição, etc.).

Não. Com a Lei nº 12.277/2010, arquitetos, economistas, engenheiros, estatísticos e geólogos passaram a integrar a Estrutura de Cargos Específicos (ERCE). Tanto que, em vários documentos legais, o campo referente à carreira/estrutura de cargos identifica a ERCE, e não os antigos planos de cargos de origem (PGPE, PSST, PCCS, PECFaz, etc.). A discussão atual não é retornar à situação anterior, mas definir um novo modelo de gestão da própria ERCE.

Mas é exatamente isso que o novo Projeto de Lei pretende alterar.

Ao anunciar a inclusão da transversalidade da ERCE em um Projeto de Lei de Gestão de Pessoas, o MGI está justamente reconhecendo que será necessária uma alteração legislativa para criar um novo modelo de gestão da carreira.

Portanto, não se pretende aplicar a transversalidade com base na legislação atual, mas sim por meio de uma nova lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República.


❓ A transversalidade significa criar uma carreira nova?

Ainda não sabemos.

O MGI ainda não apresentou a minuta do Projeto de Lei.

Em tese, existem diferentes caminhos jurídicos possíveis.

Entre eles:

• transformar a ERCE em carreira transversal;

• criar um quadro ou sistema transversal específico;

• alterar a forma de gestão dos atuais cargos;

• ou combinar essas soluções.

Somente a redação do Projeto de Lei permitirá saber qual modelo será adotado.


❓ Então por que o SINAEG fala em transversalidade antes da carreira plena?

Porque foram dois anúncios diferentes.

O Governo informou que:

✅ pretende encaminhar agora a transversalidade;

❌ mas reconheceu que não haverá tempo para concluir a carreira plena nesta etapa.

Ou seja, a transversalidade passou a ser a primeira conquista possível dentro do calendário legislativo.


❓ A carreira plena continua sendo necessária?

Sim.

Mesmo que a transversalidade seja aprovada, ela não resolve sozinha os principais problemas da ERCE.

Continuaremos defendendo:

✔ remuneração compatível;

✔ desenvolvimento profissional;

✔ estrutura própria de carreira;

✔ identidade institucional;

✔ modernização das atribuições.

Em outras palavras:

A transversalidade representa um avanço importante, mas não substitui a construção da carreira plena.

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