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TERRAS RARAS/MINERAIS CRÍTICOS: Enquanto o Governo defende mineração estratégica e reindustrialização, a ERCE segue sem valorização e sem novos concursos

O debate sobre terras raras entrou definitivamente na agenda estratégica do país. Em meio à disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, o governo federal passou a defender o desenvolvimento da cadeia mineral brasileira como eixo de reindustrialização, soberania tecnológica e desenvolvimento nacional.

A discussão, porém, não pode ser tratada apenas como corrida mineral. Explorar terras raras exige planejamento estatal, inteligência técnica, infraestrutura científica e capacidade permanente de regulação pública.

O SINAEG alerta há anos, em reuniões institucionais e negociações com o governo, sobre a importância estratégica das carreiras técnicas do Estado diante de temas como mineração crítica, transição energética, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Apesar disso, o Governo Federal abriu os concursos do CNU 1 e 2 sem ofertar uma única vaga para geólogos da ERCE — justamente uma das categorias mais ligadas ao estudo, mapeamento e avaliação técnica de reservas minerais estratégicas.

Falar em exploração de terras raras sem considerar impactos ambientais, territoriais e econômicos é ignorar a complexidade do setor mineral. Projetos desse porte exigem estudos multidisciplinares, análise geológica, modelagem econômica e planejamento de longo prazo.

No mercado internacional, grandes consultorias de reservas minerais operam com equipes altamente especializadas para verificar viabilidade técnica, impactos ambientais e sustentabilidade econômica antes mesmo do início dos investimentos. Não existe soberania mineral sem capacidade técnica instalada.

A ERCE reúne profissionais diretamente vinculados a esse desafio: geólogos, engenheiros, economistas, arquitetos e estatísticos que atuam em planejamento, licenciamento, infraestrutura, orçamento e formulação de políticas públicas estratégicas.

“Não há projeto nacional de desenvolvimento sem valorização do corpo técnico do Estado. O Brasil não pode discutir soberania mineral enquanto ignora justamente os profissionais responsáveis por planejar e executar essas políticas”, destacou Flauzino Antunes, presidente do SINAEG.

O SINAEG cobra do Governo Federal a estruturação definitiva da ERCE como plano de carreira pleno, com valorização salarial, novos concursos públicos e fortalecimento da capacidade técnica do Estado. Desenvolvimento econômico também é ERCE. Filie-se ao SINAEG e fortaleça essa luta.

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Contato: sinaegsindical@gmail.com.

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